Cruelmente nua, docilmente sua que imputa a mim, meu próprio reflexo impuro e imoral.
Profana minha imagem que transborda doçura e amargor.
Deixe-me afogar na essência primitiva da minha pele crua. Essa é a utopia da minha própria nudez.
Não há nada para, ser dito em palavras, que o olhar já não tenha devorado.
Despe mais que meu corpo, que minha alma, despe-me do avesso, das verdades, das gotas de ira, da vaidade e dos tabus. Guie-me para as margens da loucura, do proibido, do insensato, do incômodo, da imoralidade...
A carne nua, primitiva, objeto, sem identidade. Nada que os olhos possam enxergar que a boca ja não tenha mastigado.

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