Depoimento da masoca ginger
Relato de quebra (consensual) de limite.
---
Fui convidada por um amigo para participar das filmagens de um curta metragem sobre BDSM e outros fetiches... Ele me conhece, já praticamos juntos algumas vezes de forma avulsa, sabe meus limites.
Programamos três cenas diferentes, todas não deram certo por motivos diferentes e as pessoas foram desmarcando. Por fim apenas fui, sem nada planejado, destino incerto.
Quando cheguei, veio a notícia... minha cena seria com agulhas (needle play). Naquele momento meu corpo gelou! Sempre tive curiosidade e medo de agulhas, em 8 anos de BDSM nunca havia criado coragem suficiente para tal. Na mesma hora me veio a lembrança da minha primeira sessão, onde o Dom levou agulhas e, apesar de não aplica-las em mim, as usou como ferramenta para me causar medo (fear play).
Enquanto esperávamos o Dom que aplicaria em mim chegar, as filmagens começaram e meu amigo me pediu para participar de uma cena de spnaking conjunta, com uma Dominadora e um Dominador, eu sendo masoquista e tendo liberdade do meu Dono para tal, não recusei.
Enfim o Dom chegou. Alto, grande, careca, barbudo, sádico e com uma cara de mau. Já nos conhecíamos, mas nunca havíamos praticado juntos. Começamos a conversar, expliquei que agulhas sempre haviam sido (soft) limite, que tinha curiosidade, mas ao mesmo tempo receio. Ele, body piercer, foi me explicando as coisas, até que eu perguntei:
- Eu tenho piercings, tecnicamente é a mesma coisa ne?
- Não... É bem diferente...
- Mas é diferente para mais dolorido ou para menos dolorido?
- Só é beeem diferente!
Aquele arrepio percorre a coluna inteira e aquele friozinho decide morar no estômago nessa hora. O pessoal da filmagem posiciona a iluminação e se aproxima com a câmera, enquanto ele marca os pontos de entrada e saída da agulha na pele, ele irá fazer um o zig zag de um corset nas agulhas no meu decote. Quando tudo dos “bastidores” está pronto, ele me coloca de joelhos em sua frente, diz que fará a cena completa, eu concordo e a equipe sinaliza que começaram a gravar.
Ele se aproxima, semblante sério enquanto eu levanto a cabeça para poder olha-lo. Mantemos olhos nos olhos magneticamente, eu não conseguia esquivar daquele olhar. Faz um afago em meu rosto, passa do dedo em meus lábios abrindo um pouco minha boca, traz a mão para a minha nuca e me pegando pelos cabelos me ergue do chão. Assim que estava em pé, ele com a mão no meu pescoço, me leva, de costas, até a parede atrás de mim e me pressiona contra ela...
Volta a afagar meu rosto e meu cabelo até que me solta e se vira para a mesa com as agulhas... limpa meu corpo com o algodão, pega a primeira embalagem de agulha, ergue na altura dos meus olhos e só então abre. Nunca ouvi tão alto o barulhinho de uma embalagem sendo deslacrada.... Em seguida o clique da tampinha que protege o metal da agulha saindo, bem em frente aos meus olhos. Eu transitava entre o olhar dele e a dança que as coisas faziam em suas mãos rente ao meu rosto.
- Calma....
Desce as mãos para meus seios, a máscara não me permitia olhar para baixo sem mover a cabeça e eu não conseguia também. Seus olhos já não estavam mais nos meus, mas os meus continuavam nos dele, em seu rosto, observando cada feição, cada expressão, o mix de concentração e sadismo em seu semblante.
Ele segura minha pele e coloca a agulha. O mix agora é em mim, dói, eu solto um gemido que ecoa na sala, mas ao mesmo tempo sinto um prazer enorme. Ele nota e ri. A sensação da pele latejando se mistura a um calor delicioso, eu amoleço.
Continuo observando enquanto enquanto ele volta a me fazer carinho... Um olhar doce, carinhoso, fazendo conjunto com um sorriso sacana, sádico. Uma sedução inebriante que te faz querer continuar, mesmo sabendo que irá doer. Seu rosto dizia exatamente isso, “vai doer e você vai gostar”.
Essa brincadeira inebriante continua, agulha por agulha, sempre atento às minhas reações, gemidos, dores e prazeres. Tenho a nítida visão do seu deleite a cada som emitido, a cada mordida no lábio, a cada vez que mexia as mãos sem saber o que fazer com elas trazendo-as de volta abaixadas atrás do meu corpo.
Eu não via, mas tive a sensação dele tocar nas agulhas já aplicadas, só para ver aquele pulinho de susto sendo contido pelo medo de tira-las do lugar, sempre seguidos de um “Não se mexe” ou um “Fica quietinha” dito baixinho e com voz doce.
Depois de seis agulhas, três de cada lado... me manda novamente ajoelhar, mas dessa vez ele se abaixa comigo, pega a fita nas mãos da sua menina, que assistia tudo, e começa para fechar o trabalho, agulha por agulha... No fim, beija a sua menina e me da um beijo também em seguida.
Eu, ainda acuada pelo medo das agulhas, não consegui olhar para baixo para ver o trabalho pronto, olhei de relance mas logo subi meu olhar de volta ao dele. Depois de alguns instantes, confirmando se eu estava bem, me volta em pé para a mesma parede. Retira primeiro a fita, eu as sentia mexendo, vibrando sutilmente com o passar da fita... Em seguida ele apoia os dedos em minha pele e começa a remoção das agulhas entre afagos e olhares carinhosos.
Por fim, pega o sangue que escorrei de um dos furos com seu dedo e oferece em minha boca, eu aceito. A adrenalina baixa, nos abraçamos, agradeço pela experiência que me proporcionou, abraço e agradeço à sua menina pelo apoio e presença e assim terminamos a sessão.
vídeo real
masoca ginger





Nenhum comentário:
Postar um comentário