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Você esta preparada (o) para ser submissa (o) ? você é forte o bastante para se oferecer por inteiro? Esta preparada (o) para ...

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Como conheci o BDSM

                       Texto da Senhora Valentina Severo







Eu estava com um relacionamento baunilha na época já a 10 anos

Relacionamento já parado sem emoções, e sempre passeando pela net conheci uma pessoa

Um homem com característica de dominador , hoje reconheço mas na época não kkk

Bom se passaram dois anos dessa amizade e ele sempre falando coisas estranhas pra mim na época era estranhas, pois eu era uma pessoa cheia de tabus e preconceitos.





Foi ai que ele se abriu e disse que era um dominador e que ele se via em mim e me apresentou o primeiro blog de Lucius Ghostwish quando li pirei a cada texto dele me identificava e as duvidas tirava com esse amigo.

Naquele momento fui tentando colocar o que lia dentro deste relacionamento, mas não conseguimos mudar ou moldar as pessoas do jeito que queremos se elas não querem e foi ai que resolvi romper.

Nisso se passaram 2 anos, até ter coragem pra ter a minha primeira sessão .

Com toda a força desse amigo fui mas resolvi não ter sessão com submissos experientes que já estava no meio tive muito medo de errar, então conheci um menino em grupos de face e por sinal e é da minha região conversamos por um tempo.



Na sessão fazendo as praticas e claro com receios e medos fui me descobrindo um pouco sádica e isso de verdade me assustou, como poderia ter tesão em infligir dor em outra pessoa.

Aquilo me assustou de verdade, fiquei alguma tempo distante não querendo repetir sessões, mas as vezes me pegava me masturbando pensando em tudo que vivi naquela sessão.

Me afastei de tudo ate desse amigo, foi quando tive a oportunidade de fazer terapia, e comecei a expor o que sentia e como gostaria de viver.

E ela me fez entender que sou normal, que só tenho desejos e vontades diferentes de muitos que eu tinha que viver sim se me fizesse feliz o porque reprimir.




Foi ai que voltei ao meio, lendo bastante e me identificando mais ainda.

Entrei em grupos etc, mas ai vem a questão percebi que mesmo com pessoas de boas intenções que queria ajuda a ensinar e mostrar o que era o bdsm, percebi que alguns assuntos se destorciam e como trabalhava em rádio e já tinha a minha rádio Agita Planeta, comecei a cogitar a possibilidades de fazer um programa sobre.

Pesquisei bastante, mas sabia que se eu montasse um programa eu teria que me assumir perante tudo e todos e ai foi o difícil pois poucos sabiam sobre o bdsm na minha vida, moro em uma cidade pequena acreditava que iria ser descriminada apontada como a louca que gostava de bater nas pessoas.


Levei um tempo ate resolver fazer, pois eu tive a sorte de encontrar um amigo, mas outras pessoas não tem a mesma sorte principalmente submissas e conhecendo relatos de algumas e as tristes experiências.

Foi ai que nasceu o programa BDSM na rádio agita Planeta, dia 04/04/2015, vai completar dois anos de programa com tantas experiências de convidados digo que a melhor beneficiária sou eu, pois como aprendo com todos.

E hoje vivo de verdade, tenho duas posses Marcelo que já vai completar um ano comigo Fernando que esta a poucos meses na minha casa, mas dois meninos de ouro que nasceram pra servir.

Desde quando me assumi não sofri preconceito nenhum, pois também me imponho aprendi ser assm, não dou a liberdade das pessoas falarem.



Também resolvi me assumir prodomme, por conta da Rádio veio muitos supostos submissos que não tinha interesse nenhum em servir apenas realizar seus fetiches então pra não perder muito tempo e ajudar esses que querem só se realizar e se conhecer também, hoje sou uma dominadora profissional e feliz.

Deixei literalmente a Valentina sair de dentro de mim, e vivemos felizes Francine Zanqui e Valentina Severo uma na outra

domingo, 3 de dezembro de 2017

De submissa a Domme

Depoimento DommAnna Menx


Eu não sei em que momento “virei domme”, acho que não dá pra “virar”, acredito que já tenha nascido com essa essência. Mas serei sincera, eu não me descobri Domme, me descobriram, rsrsrs...




Eu sempre senti um tesão danado, quando topava com algo na internet que remetia ao mundo BDSM. Mas nunca pesquisei muito a fundo, até por um preconceito, sinceramente falando.




A alguns meses, vi um post de Selena Mënx sobre esse mundo e informando que quem tivesse interesse poderia entrar em contato no privado. Noooooossa, corri pro messenger e comecei a perturbá-la. Realmente queria saber se pertencia a esse mundo. Ela me colocou em um grupo de submissas, pq eu havia informado que queria me submeter a alguém. Sabe como é, né?! Marido... E como ele é bem difícil, acreditei que eu estando nessa posição poderia experimentar desse mundo. Mandei links pra ele, fotos, mas nada o agradava.




Enquanto isso estava no grupo das submissas e em outro onde tinham alguns tops. Eu estava me identificando sempre com as colocações dos tops (pq eu só lia e ficava quietinha, rs...) e não das submissas. Eu achando que estava enganada que iria morrer como baunilha. Mas passei a me colocar nesses grupos, pq a curiosidade sobre tudo era muito grande e algumas colegas passaram a dizer no grupo, que minhas colocações são de TOP e não de bottom. Fiquei com a pulga atrás da orelha. DOMME, será???? Mas, sinceramente, adoro ser chamada de senhora, rainha, DOMME.




Ainda não participei de uma cena, cheguei a marcar uma para assistir, mas infelizmente aconteceram alguns imprevistos. Atualmente estou em mentoria com Selena Mënx, estudando e cada vez mais envolvida com isso tudo e AMANDO!!! Ainda não tive nada real, mas não posso mais me ver como baunilha. Baunilha é tão sem graça e sem cor...




Encontrei-me!!! Finalmente, algo que sentia que estava faltando, se encaixou!
Não sei dizer se há pistas para se identificar um dominador, posso dizer características marcantes em mim.


Não divido o que é meu, então não conseguiria imaginar “emprestar, dividir” meu sub com ninguém. Sou possessiva, fazer o que né?! Adoro ser idolatrado, ponha-me em um pedestal que vou adorar! Submeter-me a alguém, huuuummmm... Nada contra quem o faz, mas pra mim, nem pensar! Uma característica que me acompanhou por toda a vida foi a liderança, mesmo quando quis dar um tempo, ela me perseguiu, rsrs... Repetindo, isso são as minhas características marcantes, não quer dizer que todo TOP será assim.


por DommAnna Menx

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Nua






Cruelmente nua, docilmente sua que imputa a mim, meu próprio reflexo impuro e imoral.

Profana minha imagem que transborda doçura e amargor.

Deixe-me afogar na essência primitiva da minha pele crua. Essa é a utopia da minha própria nudez.

Não há nada para, ser dito em palavras, que o olhar já não tenha devorado. 

Despe mais que meu corpo, que minha alma, despe-me do avesso, das verdades, das gotas de ira, da vaidade e dos tabus. Guie-me para as margens da loucura, do proibido, do insensato, do incômodo, da imoralidade...

A carne nua, primitiva, objeto, sem identidade. Nada que os olhos possam enxergar que a boca ja não tenha mastigado. 

Fita-me sem cor, sem gosto, sem rosto, sem aparência, sem nome, cruamente nua e desnuda de mim.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

talvez






Talvez não tenha me esforçado o suficiente.

Talvez não tenha me entregado o bastante.

Talvez tenha ignorado os sinais e deixado algum detalhe de lado.

Talvez o caminho tenha sido árduo demais e minha emoção tenha sucumbido minha alma

Talvez todas as incertezas em mim, puseram tudo a perder

Talvez minha insensatez não me deixasse enxergar o Que tentava me dizer incessantemente.

Talvez as palavras não tenham sido o suficiente e minha mente tenha me enganado

Talvez o tempo traga alguma resposta.

Talvez nunca intenda a diferença

Talvez tudo sempre, será uma bagunça.

Talvez sempre, irei esperar.

Talvez exista mais incertezas do que certezas.

Talvez Todos sentimentos, foram em vão.

Talvez Eu nunca aprenda a voar.
Talvez apenas doa.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Quebrando limites

Depoimento da masoca ginger







Relato de quebra (consensual) de limite.

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Fui convidada por um amigo para participar das filmagens de um curta metragem sobre BDSM e outros fetiches... Ele me conhece, já praticamos juntos algumas vezes de forma avulsa, sabe meus limites.

Programamos três cenas diferentes, todas não deram certo por motivos diferentes e as pessoas foram desmarcando. Por fim apenas fui, sem nada planejado, destino incerto.

Quando cheguei, veio a notícia... minha cena seria com agulhas (needle play). Naquele momento meu corpo gelou! Sempre tive curiosidade e medo de agulhas, em 8 anos de BDSM nunca havia criado coragem suficiente para tal. Na mesma hora me veio a lembrança da minha primeira sessão, onde o Dom levou agulhas e, apesar de não aplica-las em mim, as usou como ferramenta para me causar medo (fear play).







Enquanto esperávamos o Dom que aplicaria em mim chegar, as filmagens começaram e meu amigo me pediu para participar de uma cena de spnaking conjunta, com uma Dominadora e um Dominador, eu sendo masoquista e tendo liberdade do meu Dono para tal, não recusei.

Enfim o Dom chegou. Alto, grande, careca, barbudo, sádico e com uma cara de mau. Já nos conhecíamos, mas nunca havíamos praticado juntos. Começamos a conversar, expliquei que agulhas sempre haviam sido (soft) limite, que tinha curiosidade, mas ao mesmo tempo receio. Ele, body piercer, foi me explicando as coisas, até que eu perguntei:

- Eu tenho piercings, tecnicamente é a mesma coisa ne?

- Não... É bem diferente...

- Mas é diferente para mais dolorido ou para menos dolorido?

- Só é beeem diferente!




Aquele arrepio percorre a coluna inteira e aquele friozinho decide morar no estômago nessa hora. O pessoal da filmagem posiciona a iluminação e se aproxima com a câmera, enquanto ele marca os pontos de entrada e saída da agulha na pele, ele irá fazer um o zig zag de um corset nas agulhas no meu decote. Quando tudo dos “bastidores” está pronto, ele me coloca de joelhos em sua frente, diz que fará a cena completa, eu concordo e a equipe sinaliza que começaram a gravar.

Ele se aproxima, semblante sério enquanto eu levanto a cabeça para poder olha-lo. Mantemos olhos nos olhos magneticamente, eu não conseguia esquivar daquele olhar. Faz um afago em meu rosto, passa do dedo em meus lábios abrindo um pouco minha boca, traz a mão para a minha nuca e me pegando pelos cabelos me ergue do chão. Assim que estava em pé, ele com a mão no meu pescoço, me leva, de costas, até a parede atrás de mim e me pressiona contra ela...

Volta a afagar meu rosto e meu cabelo até que me solta e se vira para a mesa com as agulhas... limpa meu corpo com o algodão, pega a primeira embalagem de agulha, ergue na altura dos meus olhos e só então abre. Nunca ouvi tão alto o barulhinho de uma embalagem sendo deslacrada.... Em seguida o clique da tampinha que protege o metal da agulha saindo, bem em frente aos meus olhos. Eu transitava entre o olhar dele e a dança que as coisas faziam em suas mãos rente ao meu rosto.

- Calma....




Desce as mãos para meus seios, a máscara não me permitia olhar para baixo sem mover a cabeça e eu não conseguia também. Seus olhos já não estavam mais nos meus, mas os meus continuavam nos dele, em seu rosto, observando cada feição, cada expressão, o mix de concentração e sadismo em seu semblante.

Ele segura minha pele e coloca a agulha. O mix agora é em mim, dói, eu solto um gemido que ecoa na sala, mas ao mesmo tempo sinto um prazer enorme. Ele nota e ri. A sensação da pele latejando se mistura a um calor delicioso, eu amoleço.



Continuo observando enquanto enquanto ele volta a me fazer carinho... Um olhar doce, carinhoso, fazendo conjunto com um sorriso sacana, sádico. Uma sedução inebriante que te faz querer continuar, mesmo sabendo que irá doer. Seu rosto dizia exatamente isso, “vai doer e você vai gostar”.

Essa brincadeira inebriante continua, agulha por agulha, sempre atento às minhas reações, gemidos, dores e prazeres. Tenho a nítida visão do seu deleite a cada som emitido, a cada mordida no lábio, a cada vez que mexia as mãos sem saber o que fazer com elas trazendo-as de volta abaixadas atrás do meu corpo.




Eu não via, mas tive a sensação dele tocar nas agulhas já aplicadas, só para ver aquele pulinho de susto sendo contido pelo medo de tira-las do lugar, sempre seguidos de um “Não se mexe” ou um “Fica quietinha” dito baixinho e com voz doce.

Depois de seis agulhas, três de cada lado... me manda novamente ajoelhar, mas dessa vez ele se abaixa comigo, pega a fita nas mãos da sua menina, que assistia tudo, e começa para fechar o trabalho, agulha por agulha... No fim, beija a sua menina e me da um beijo também em seguida.

Eu, ainda acuada pelo medo das agulhas, não consegui olhar para baixo para ver o trabalho pronto, olhei de relance mas logo subi meu olhar de volta ao dele. Depois de alguns instantes, confirmando se eu estava bem, me volta em pé para a mesma parede. Retira primeiro a fita, eu as sentia mexendo, vibrando sutilmente com o passar da fita... Em seguida ele apoia os dedos em minha pele e começa a remoção das agulhas entre afagos e olhares carinhosos.

Por fim, pega o sangue que escorrei de um dos furos com seu dedo e oferece em minha boca, eu aceito. A adrenalina baixa, nos abraçamos, agradeço pela experiência que me proporcionou, abraço e agradeço à sua menina pelo apoio e presença e assim terminamos a sessão.


                                                                   vídeo real




masoca ginger

A descoberta

Depoimento da submissa pequena K



Sou submissa...mas sou tb mulher, sou mãe, sou amiga, sou humana...
Humana que tem dores, fraquezas, doenças, problemas como todo mundo e às vezes me vejo só... a submissão as vezes é solitária. Tenho meus medo, medo de perder, “ de dar lugar a alguém “melhor”....mas aí penso não... Não pode parar... você deu e dá tudo de você em prol da sua submissão... e penso o que ainda farei, quais limites vou superar, qual objetivos vou alcançar pela minha submissão...por ele,  por aquele a quem pertenço e me sinto feliz, amada, cuidada... pois se alcancei o nível de não medir esforços para o servir é porque  sou sua submissa, sou sua cadela, sua peça, sua propriedade...e assim será enquanto um cuida do outro, enquanto um respeitar ao outro, enquanto um tiver desejo no outro, enquanto um for amigo do outro.



Mais um momento em minha vida se passando e que venham os de alegria, prazer e servidão agora!!!
Eu particularmente acredito que também,  podemos nascer submissas, sim já nasci assim a submissão está na minha essência, no meu jeito de ser, agir e pensar...
Tem aquelas que descobrem em algum momento depois... mas no meu caso hoje entendo que ela sempre esteve presente em mim...
Não que seja uma pessoa,  fraca, sem opinião, ou que precise de alguém como uma bengala para viver, não...

Totalmente ao contrário tem que ser muito forte para se ser submissa... e descobri diante da leitura o que me faltava... foi na leitura que conheci que existia um mundo onde eu dava o que gostaria... e recebia aquilo que precisava para ser feliz ser completa...


Conheci uma autora chamada Sue Hecker que escrevia na época um livro onde contava traços de submissão em sua história... e com isso ela colocou entre nós uma submissa e seu Dono, para que nós que estávamos acompanhando o desenvolvimento da história  tivéssemos contato com aquele mundo que ela estava nos apresentando... e foi ai que despertei para esse mundo... Vendo o dia a dia dos dois em nosso grupo, o modo como ela o tratava...e tb o modo como ele a tratava...fiquei fascinadaaaaaaa.... era aquilo que procurava, era aquilo que eu queira e ansiava pra mim...


Depois fui atrás a busca de conhecimento, estudo e fazer pesquisas sobre esse mundo sobre o assunto... e descobri que era um mundo a parte daquele que eu vivia, um mundo onde tinha quem mandava e quem obedecia, um mundo não muito justo aos olhos de alguns, onde existia sofrimento, dor, busca... mas era um mundo que me encaixei,  me encontrei e estou até hoje aprendendo a cada dia...


pequena k 

De baunilha ao BDSM

Belo texto escrito por minha amiga submissa do Rio de Janeiro 

Selena Mënx




Antes de lerem, um recado para os BDSMers de plantão: Este é um texto que refletiu a realidade, e era um relacionamento baunilha transformando-se em um relacionamento BDSM. Alguns de vocês podem pensar que foi romântico demais, e realmente foi. Porém, entendam que estamos falando para mulheres baunilha. Então, assim como alguém que ensina o outro a andar, não dá para colocar numa ladeira. Vou com calma, socraticamente, colocando os conhecimentos que possuímos, demonstrando os sentimentos que sentimos no momento.

Aproveitem a leitura do dia em que eu me descobri, de verdade, amante da dor, Masoquista.

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Altos de montanhas costumam a passar uma paz ímpar... E eu sempre gostei disso... Você olha a paisagem e visualiza aquele céu azul... sem nuvem alguma... A cidade lá embaixo. O silêncio do lugar e o vento batendo levemente no seu rosto são sensações maravilhosas...

O sol da manhã acaricia o seu rosto sutilmente e isso é bom. Você fecha os olhos, respira fundo. Se acalma. Passou a noite inteira nervosa por aquele momento. Ansiosa.

O instrutor veste o equipamento em você e você sobe à rampa. Vai pular de asa-delta em breve. Respira fundo de novo e o coração acelera. Já fez o preparo, as pequenas corridas. Estudou para aquilo e está preparada, mas a adrenalina... corre. Corre a mil.
E chega a hora... e você corre, e você se lança. NO MEIO DO NA-DA. Se joga. Se entrega.

Essa tinha sido a sensação mais forte que eu tinha tido o momento. Até AQUELE momento. Costumava a descrever o salto de asa-delta como libertador e algo “melhor que sexo”. Sim... melhor que sexo, fatalmente. Melhor que sexo normal (aliás, recomendo o salto).

Porém, desconhecia o que a vida estava por me apresentar.





Aliás, desconhecia tudo. Nos altos dos meus 20 anos, tudo o que eu conhecia era RPG e um rapaz que fazia sexo meia-boca, onde papai-e-mamãe eram o suficientes. A.R.V., meu primeiro namorado, não foi o dos mais marcantes. Quem dera eu não tivesse perdido a virgindade com ele.

Pouco tempo depois que A.R.V. e eu terminamos, conheci Alexandre. Eu frequentava a lan house que ele era gerente. Tínhamos 2 anos de diferença.

A.D. era (é, pois ainda é vivo) mais baixo que eu. Barbudo (eu nunca fiquei com homens sem barba, julguem-me!), gordinho... à primeira vista, eu nada dava por ele... Sinceramente, não sei nem como começamos a ficar. Não lembro mais. São 15 a 16 anos para trás... Mas o que importa é: Ele não era o tipo “beleza comum”, um Cauã Reymond da vida ou esses estereótipos. Ele era um homem normal.

“Me chame de Draco”, se apresentou. Começamos uma amizade, a amizade coloriu e o colorido da amizade virou paixão, que virou namoro.

Pouco tempo depois de virar namoro, após fazermos sexo, ele me abordou, ainda na cama, enquanto suados:

- O que você acharia se levássemos o nosso relacionamento para um outro nível?





Eu, com 20 anos... Entrei em pânico... Comecei a pensar que era casamento! "Meu Deus! Não queria aquilo naquele momento!" Olhei desesperada para ele... E ele, baixando a voz, falou com toda a calma do mundo:

- Calma... Não é isso que você está pensando. Eu gostaria de te mostrar um novo... mundo. O meu mundo!

Vejam: Draco sempre teve uma maneira linda de dizer as coisas. Talvez pelo jeito imaginativo de ser, ou pela habilidade em escrever e montar histórias de RPG. Ele conseguia colocar as palavras num outro nível.

Arqueei a sobrancelha (costume que tenho ao desconfiar de algo) olhei para ele e exprimi: "hmmm?"

E ele começou a discorrer o que era. E o que precisava.

Eu, experimentalista que sempre fui, aceitei na hora. Primeiro porque estava aliviada por não ser casamento. E, segundo, porque a idéia de ser completamente dominada me parecia incrível.

Até o dia da primeira sessão.





Ele fez todo o papel, sabe... a antecipação da sessão já é parte da “tortura gostosa” da mesma. Ele agendou comigo, preparou tudo. Me instigou a semana inteira antes desta. Quan-ta tor-tu-ra, Jesus! E, a cada dia que aproximava, eu ficava mais ansiosa. Naquela semana em específico, ele negou o sexo. E transávamos diariamente (tive um Dono que diz que eu tenho tesão de 25 homens, kkkk)... Eu estava louca, subindo pelas paredes, e com o pico hormonal dos meus 20 anos. Mal via a hora, sério.

E o dia tinha chegado. Havíamos marcado no apartamento dele (ele morava só à época), às 18h. Eu deveria chegar impreterivelmente no horário. Nem um minuto mais tarde, nem um minuto mais cedo. Minhas mãos suavam. Muito. Nervoso. Ansiedade... Curiosidade... Eu parecia uma virgem de 15 anos sendo preparada para o casamento.

Subi o andar. Na frente da porta dele tinha uma única pétala de rosa vermelha.

Estranhei.
Peguei-a na mão.
Bati à porta.

Ouvi ao fundo: “Entra!”

Entrei.
Respirei.
Olhei em volta. Havia um caminho feito com várias pétalas vermelhas. Iam direto para o quarto dele. Segui aquilo.

Ao chegar lá, Draco (não, ele não gostava das nomenclaturas “senhor”, “nobre”, “rei”, etc) estava parado, ao lado da cama. De costas para a porta, como quem olha para a janela. O quarto estava em meia-luz, só com o abajour. Cortinas fechadas. Na cama, tinham algumas cordas de cânhamo, PERFEITAMENTE alinhadas. Incrível o desenho, impossível de descrever aquilo. Fascinante.

A mão direita dele desceu. Tinha 1 rosa nela.

Ainda de costas para mim, ele, num tom de voz que eu nunca tinha ouvido - mas que, puuuta-que-pariu... era altamente sensual – disse:

“A partir desse momento, você é completamente MINHA!”





Eu me arrepiei completamente. Veio debaixo pra cima, da planta do pé até a ponta do último fio do cabelo. O arrepio misturava-se a um calor inenarrável.

“Você agora deitará nesta cama, completamente nua. E me avisará quando pronta.”

“Oi?” – Pensei. “Pronta pra quê?” Aquela cena, aquela “pessoa que eu não conhecia”, aquilo tudo estava me deixando em um estado que eu não entendia mais nada... 

Mas, respirei fundo e fiz. Tirei a roupa, deitei no meio da cama. Nua. Em pêlo mesmo. O mais rápido que pude. Queria saber o que aconteceria logo. Mas também estava com um pouco de medo... Parecia, de verdade, outra pessoa senão o Draco, meu namorado, que eu conhecia. E que me conhecia também.

Enfim... Eu fiquei deitada ali... por um bom tempo (na verdade, não deve ter demorado 3 segundos, mas o meu nervosismo era tamanho que pareceu uma eternidade, rs...)

Ele virou pra mim. Gente, sério... Ele estava lindo, cheiroso, um verdadeiro gentleman. Terno, gravata, colete... tudo o que tem direito. Lindo!

Se aproximou. Subiu sobre a cama, pegou as cordas e começou a me amarrar os punhos à cabeceira da cama. 

Deixou os punhos juntos... O braço erguido acima da cabeça. Manteve as pernas soltas.

Friburgo é uma cidade fria. Quem conhece, o sabe. Mas eu, mesmo estando nua, suava. Suava e sentia frio. E, ao terminar de amarrar, pegou a rosa que estava, nesse momento, do meu lado esquerdo, e tocou na minha testa, me obrigando a fechar os olhos.



Respirei fundo. Senti que a outra mão dele pegava no osso do quadril (coisa que eu sempre gostei). E apertava com o polegar. Aquilo me fez sentir uma sensação... no mínimo... diferente...

“Você precisa se entregar por completo, ou nada disso funcionará.” – Ele disse.

“Tudo bem...” – Respondi.

“Eu não mandei você falar.” – Ele retrucou.

Calei-me, né... depois desse “senta lá, Cláudia...”

Mas isso não diminuía em nada o meu tesão. Devo confessar que, a essa altura, mesmo ele não ter feito nada ainda, eu já estava molhada pra caramba...

Ele apertou o polegar, afundando no buraco do osso. Começou a descer um pouco mais a rosa. Afirmou para que eu não abrisse os olhos. Obedeci.

Disse que, se eu me sentisse desconfortável ou não quisesse algo, para eu falar uma palavra (que eu, sinceramente, nem escutei direito, de tão nervosa que eu estava).

Me atinha em respirar e a sentir as sensações que ele estava disposto a fornecer. A rosa desceu pelo meu rosto, pelo meu pescoço... seguiu na direção do seio, onde ele fez questão de rodear os mamilos... continuou descendo pelo abdômen... E chegou na boceta.

Fiquei com medo. “Será que ele vai enfiar isso em mim?” Mas... minha ordem era pra ficar calada e confiar...




A rosa desceu e os espinhos começaram a arranhar a minha coxa... Que sensação gostosa... nosso Deus... Recomendo altamente! Parecem pequenos arranhões leves, daqueles que arrepiam a pele, sabe?!

Ele passava os espinhos de levinho, do alto da coxa até a ponta dos pés... nesse momento, eu senti cócegas... No pé, foi inevitável.

Doce engano... Ele parou tudo. Eu abri os olhos nesse momento... olhei pra ele, e a cara dele era de decepção. Eu nada entendi.

“Fique de bruços.” – A voz era de puto. O olhar dele era de quem estava zangado. Eu estranhei, virei com dificuldade, por estar com os punhos presos, mas consegui. Me acomodei e ele prendeu minhas pernas com as dele. Jogou os meus cabelos todos para o alto, deixando a minha nuca nua. Soprou um sopro quente, que me arrepiou toda. Uma baforada, era diferente, não sei explicar.

Voltou com a rosa, passando os espinhos levemente nas costas.

“Você tem que entender que uma submissa deve manter a pose a qualquer custo.”

Ao ouvir essas palavras, eu vi as pétalas caindo na frente do meu rosto.

Só senti a porrada da haste da rosa nas minhas costas. Doeu. Gritei.

“Não grite.”

Ele foi incisivo. A voz estava séria e eu tive medo. Muito medo.

“Entregue-se”.





E “pá!” outra varada da ripa da rosa... O olho encheu d’água... Pensei: “quero sair daqui. Não é pra mim...” Me contorci naquele momento. A vontade foi de ficar em posição fetal, horrorizada.

Ele segurou a minha nuca, alongando as minhas costas e “pá!” outra varada...

“ENTREGUE-SE!” – a voz, um pouco mais alta, mais forte, mais mandona, me deu mais medo... e eu encolhi as costas como quem tenta proteger o que der. Ele deitou sobre as minhas costas e falou baixinho: “entregue-se pra mim.”

E eu não sei o que houve naquele momento, mas eu senti meu corpo irrigando de um calor inenarrável... e ele começou a bater repetidas vezes com a haste da rosa, e eu já não mais comecei a sentir dor, mas eu ficava molhada... cada vez mais molhada... E eu me concentrava, agora, na antecipação à dor, na prévia da coisa... A dor, na verdade, já não me fazia mais efeito negativo algum.

E ele percebeu isso... Começou a não colocar ritmo na varada... mas parava, como quem estuda a minha reação... E o meu corpo, tremia à antecipação.


Eu encolhia, esticava, arrepiava, esperneava... suspirava. Gemia feito louca... Sinceramente, é difícil de explicar... Mas eu amava aquela sensação... e ele permaneceu batendo por alguns minutos (ou horas... eu não sei mais)... Sei que minhas costas ficaram quentes, e aquilo era muito bom.

E eu estava entrando numa espécie de êxtase, de transe, algo que é complicadíssimo de explicar. Mas eu tenho certeza de uma coisa: um sorriso estava no meu rosto. E era daqueles largos, como o de criança que ganha o brinquedo que tanto queria.

E, "do nada" (provavelmente ele disse alguma coisa, mas eu estava tão tomada por aquilo, que eu nem ouvi), eu senti o pau dele entrando totalmente em mim. De uma vez só. Foi como voltar a vida. Eu me contorci toda, encostando as costas nele.

"Deite"



Deitei. E ele colocou (o resto d)a haste da rosa sobre a minha nuca e danou a meter na minha boceta. Forte, com estocadas firmes. Nada carinhoso. Ouvia-se o bater do corpo dele com o meu a cada metida... Meu cabelo foi puxado, fortemente... eu senti dor. Não foi bom. Não por causa da dor, mas por conta da maneira que foi feita. Eu não estava acostumada a aquela pessoa... NÃO PARECIA a mesma pessoa. NÃO ERA a mesma pessoa... Mas isso eu pretendo explicar em outra hora (ego x alterego). Era um ser completamente diferente do que eu já tinha estado.

Complicado... Ele gozou, eu não.

Deitou do meu lado e, sinceramente, agradeci por ter acabado. Me sentia estranha.

Ele respirava esbaforido, e eu olhava para aquele ser humano que eu não conhecia. Minha mente começou a entrar em parafuso... E vi um sorriso dele.

A mão dele veio em cima de mim. Eu recuei. O rosto dele mudou novamente.

Era estranho, pareciam duas pessoas completamente diferentes, na fisionomia, inclusive.

Comigo, ainda amarrada, sem muita ação... Apenas aguardava e tentava entender aquilo tudo.

Ele levantou, me deixou ali. Foi para o banheiro. Ouvi barulho de chuveiro. E eu, ali. Amarrada. Pensando no que fora aquilo que aconteceu. Senti as costas... Um desgaste da pele (mal sabia eu o que tinha acontecido com elas)...

Ele voltou do banho e, estando nu, falou comigo:

"Vou te desamarrar. Mas você, cadela, deve ficar quieta. Imóvel até que eu te diga o que fazer."

"Cadela?!" Pensei "Com quem ele pensa estar falando?" Continuei pensando. Naquela época, eu era baunilha ainda, e não sabia distinguir "cadela" de "cadela" (somente os entendidos entenderão, rs...)

Desamarrou. Passei as mãos no punho, pra aliviar a pele...




Ele, com as cordas na mão, disse: "vire-se pra mim e sente aqui" - AQUI era na beirada da cama, perto dele. E ele, incrivelmente com o pau rígido (voltou à ativa mais rápido do que costumava a voltar), puxou minha cabeça pelos cabelos e me obrigou a um deep throath.

Quase vomitei, em determinado momento. Foi fundo demais, rs... Mas foi interessante aquela ação. O pau dele vazava minha garganta adentro, e eu me sentia a mais desengonçada das mulheres naquele momento. rs...

Mas ele veio com uma voz calma e firme ao mesmo tempo e disse: "relaxe a boca, deixe ele entrar." E funcionou... E foi bom. Muito bom... Particularmente, eu gosto de sexo oral. Então, pra mim, foi maravilhoso. Mesmo com os engasgues e tossidos, mas foi bem mais leve pra mim.

Ele me levantou, me beijou de um jeito profundo (beijo sempre me deixou muito excitada)... Aquilo foi como uma recompensa... Foi um beijo tão envolvente, que parecia estar trocando muito mais do que saliva naquele momento.

Ele me pegava pelo rosto e pelo quadril... apertava contra ele... o calor do corpo aumentava... E, nossa... a essa altura, eu já tinha até esquecido do que tinha doído.

E ele terminou o beijo, olhou bem no fundo dos meus olhos, e me deu um tapa, forte, preciso, na minha cara. Coloquei a mão no rosto, aonde ele me bateu. Olhei para ele como quem não entende. Ele riu.



Me jogou na cama, subiu sobre mim, e voltou a beijar. Beijava e dava tapas. Cuspia. E dizia para eu me entregar pra ele continuadamente.

Na hora não me fazia muito sentido. Mas fui entender isso mais tarde.

Ele batia, e resolveu segurar os meus pulsos. Mordiscava o bico do peito, fazia tortura com aquilo. Olhava pra mim. O tesão começava a me tomar novamente. Aquela sequência de corta-atiça começava a fazer mais sentido pra mim... Pois a cada vez que eu era "re-atiçada", vinha de maneira mais intensa.

Ele desceu. Fez um dos orais mais marcantes do nosso relacionamento. Mas não me deixou gozar... Filho da mãe!

Me ordenou que ficasse de pé, contra a parede, com as mãos encostadas nela. Coloquei-me conforme a ordem. Colocou uma venda em mim. Já não via mais nada.

Ouvi o barulho como que dele sentando à cama. E houve um silêncio profundo. Ao ponto de eu conseguir reparar na minha respiração. Ouvi passos. E senti. Senti profundamente uma lapada na minha bunda. Mais tarde fui conhecer o que era... Eram as cordas.





Foi uma atrás da outra. Na primeira, eu me contorci... Dali pra frente, eu já gostei... Confesso que, só de lembrar desse momento, eu já me excito. Porque, ao apanhar com a corda, eu escorria... Era muito tesão... Meu Deus... E eu não conseguia entender COMO eu poderia estar sentindo tesão naquilo...

E ele batia na bunda, algumas pegaram nas coxas... Mas todas pegaram em mim... E, quando dei por conta, já estava pedindo, implorando para ele me meter.

E ele meteu. E, dessa vez foi bom, e fomos juntos até o final.

Os dois gozaram.

Os dois caíram.

Os dois (ou quatro - egos e alteregos) se encontraram





Selena Mënx

Ela Domme

Texto da minha amiga Sra.Lincoln






Lançai a vossa natureza pela porta e ela voltará correndo pela janela" e "Prefiro ser violenta, se houver violência em meu coração, do que negar minha essência"... Essas frases fazem parte de mim desde os 14 anos de idade, ou melhor, quando descobri que poderia ser quem eu realmente sou, assumindo minhas diferenças, meus desejos, minhas vontades e necessidades, isso tudo me foi permitido quando o BDSM entrou em minha vida. 
          Ainda na adolescência fui apresentada à sexualidade, não de maneira forçada, mas livre, através de informações (folhetos, artigos), leituras (livros publicados no Wattpad), filmes (O libertino e História de O), blogs e sites ( Diário de um Dominador e Senhor Verdugo), até mesmo em conversas com colegas. Em um ano aprofundei minhas pesquisas e fui enriquecendo-me de conhecimento, sabia muito bem o que queria, ser Dominadora e isso passou a ser uma meta para minha vida. 


           Após um ano de estudos tive o privilégio em conhecer aquele que viria a ser meu mentor, o Sr. Ruan (nick), infelizmente ele veio a falecer este ano (2017), mas com ele tive a oportunidade de aprender técnicas e mais técnicas de persuasão, de dominação psicológica, para que eu pudesse ajudar as pessoas a praticar o BDSM de maneira segura, partiu daí a minha vontade de aprender hipnose, hoje em dia uso hipnose com as submissas que à mim se entregam, obtive então a oportunidade de praticar, e você pode até estar imaginando "mas ela era menor de idade", sim, eu era, e só praticava com pessoas também menores de idade, era mais do que uma regra para meu mentor que eu não viesse me relacionar com pessoas maiores de idade. 
           Evolui muito, tanto em relação à conhecer e identificar as pessoas e suas necessidades, como mesmo em relação à mim. O meu desenvolvimento pessoal foi muito grande, pois essas práticas nos deixam disciplinados com o passar do tempo. Carrego como exemplo disso as liturgias ou rituais de cada sessão/cena - por mais que eu participe apenas da cena lésbica ao qual não é tão ritualística -, pois a mesma possibilita o aperfeiçoamento da própria postura, como também da postura de quem está sendo guiado por mim. Já guiei pessoas "perdidas" que se encontraram apenas praticando o BDSM. 


            São existentes mil e um pontos onde podemos tocar na vida de alguém para que esse alguém tenha bom desenvolvimento pessoal, assim como em todas as áreas da vida. O diálogo constante ajuda... Os treinamentos físicos ajudam... A pressão psicológica ajuda... Você passa a conhecer as fraquezas, as necessidades, os limites, os sonhos de quem se entrega à você, ficando sob sua responsabilidade a estabilidade psicofísica dessa pessoa. 
          Portanto, não esqueça que a segurança e a consensualidade em todos os momentos no BDSM são as principais (mas não únicas) regras. 



Saudações especiais,
Domme Lincoln ! 🔗🔗

Conhecendo o BDSM.

Texto da minha amiga {morena}_Joker


Conhecendo o BDSM.

Após anos de amizade descobri que uma de minhas melhores amigas era sub de seu marido. Fiquei chocada com a informação,eu em minha grande ignorância achava que uma sub era simplesmente alguém que só tinha prazer em sentir dor.
Hoje sei que foi falta de informação, mais imagina minha cara quando minha amiga me diz, que não só  é a  submissa do seu marido, como também deseja que eu tenha uma sessao/cena com eles.
primeiro cai na gargalhada...depois fiquei chocada. Ela me pediu para fazer algumas pesquisas e após iríamos conversar.

Uma semana de pesquisa e estou mais chocada do que nunca, vou a casa da minha amiga achando ela inteiramente louca e disse: 
- Não me entendão mal, encontrei muita coisa louca na net e Fiquei com mais medo...rsrs.

Ela então virou para mim é disse vamos conversar,  apos duas horas de conversação,  ela me mostra o que realmente é ser uma submissa...Me mostra que tem muito mais haver com os prazer do que qualquer outra coisa, que se submeter é muito prazeroso e não um abuso,  que esta tudo dentro de um consenso e de repente nao a acho mais tão louca. Ela me fez uma pergunta bem simples que abalou minhas avaliações.

-Seria tão ruim assim levar algumas palmada na bunda,ser amarrada na cama e ceder o controle?

Pronto ela me ganhou ali, não era como se nunca tivesse levado algumas palmadas ou sido amarrada, abrir mão do controle era algo que sempre fiz na minha vida bau, sempre procurei pessoas dominantes que exigissem mais de mim.

-então ela me refez o convite, deseja testar se não gostar e só dizer que paramos e voce pode ir embora.

Aceitei, porque sou curiosa, mas tambem pq me excita a idéia de ser o brinquedo sexual dos dois.

Marcamos para a sexta feira,na quinta já começo a pirar com a ansiedade, medo, tesão, borboletas na barriga e mais um bilhão de sentimentos.

Sei que não sou a coisa mais sexy do mundo..e a insegurança bate forte, tambem tem a questâo de não saber o que esperar...e se eu nao gostar? Se eu travar na hora? Como  minha amizade ficará depois?  São perguntas qur começo a me fazer. Sinto um frio na barriga, cada vez que penso nisso..um medo misturado com desejo..

Finalmente é hora do encontro. Marcamos em um motel, não queria  ir na casa deles.

Confesso que me arrumei as 18hs mesmo sabendo que o encontro era as 20hs,  o que posso dizer estava nervosa.

R o marido da minha amiga diz que não era para eu beber álcool...mas estou tao nervosa que desejo um copo de whisky.

Ele me pediu para ir de salto e um vestido preto, estava exatamente assim uma langerie preta, vestido preto e um belo salto.

Transpirava de nervoso, chego ao motel, estou com medo quase mando o taxi voltar.
Penso, o que  estou fazendo? to ficando louca?  Só pode, porém
a curiosidade me vence...eu sou oficialmente pirada.

Entrei no quarto imaginando que "R" estaria em couro e minha amiga de joelhos,
mas  não, ele estava de Jeans e polo, ela de vestido como eu, nenhum bicho de sete cabeças eles me olham e sorri, um pouco do meu medo vai embora...mas a ansiedade duplica. Entrei nesse mundo assim e nunca mais sai.




quase 3 messes de conversar,ligações e emoções.Vamos nos encontrar..tenho medo me sinto insegura,nunca quis uma D/s e olha eu aqui prestes a entrar em uma.
Sinto meus nervos a flor da pele,quase desisti duas vezes e voltei para casa.
Sera que e certo? 
Devo continuar? 
E se der tudo errado?
e se eu começar a gostar dele?nao posso amalo nao e certo.
Ele meche com minhas emoções,me faz querer estar com ele,nao e oque eu queria nao quero me envolver emocionalmente.
Mais sinto que e tarde de mais...ele me possui de uma forma que nunca imaginei possível.
Tudo oque desejo e agradalo..e estar com ele,ele ja me conhece e entende tao bem...mais eu o conheço tambem.
sei quando esta frustrado ou irritado,sei quando nao quer que faça algo mesmo que nao diga claramente.
ele gosta de fazer isso,jogar com os "sins" quando na verdade quer dizer nao.
Tenho medo de o decepcionar e se nao for oque ele realmente quer?
minha cabeça da mil voltas em todas a possibilidades.E tao frustrante.


trocamos msg para nos encontrar estou meio perdida sem saber como encontrá-lo,ele esta preucupado posso perceber pelo seu tom.
eu o vejo primeiro,ele esta de costa mais tenho certeza que e ele,ele se vira e me olha,solta o cigarro e vem andando calmamente para mim.(Parece que nao sou so eu que estou ansiosa.)
eu sorrio porque nao consigo me conter,um sorriso nervoso e ansioso.
sei que nao e o padrao olhar para um Top nos olhos sem permissão,mais eu anseio o seu olhar...as profundezas quardadas ali..e simplesmente impossível me controlar.
ele sorri e diz um silmpes "Oi"
e me beija...e me sinto como se tivesse achado meu lugar.

{morena}_Joker