Queridos leitores, me despi por completo neste blog. Aos poucos foi tirado de mim, todos os meus pudores e de repente uma "nova" mulher que foi construída em meio as decepções e ilusões criadas.
Os meus textos são a pura aceitação do que sou.
Ciclos e ciclos foram vividos e etapas foram transpassadas. Não podia imaginar o que aconteceu, tudo era tão incerto e incomum.
A submissão é como, um amor incondicional. Sim, a gente se rende a ele, se ajoelha, rasteja sem nenhum pudor ou vergonha, e ele se torna tudo. Tudo que mal se pode tocar, um sentimento vil e vulgar, forte e intenso, com uma fragilidade fugaz e perene, sem sentido ou com todos os sentindo. Algo intolerável, com o gosto da perversidade. Ser Dominada e controlada, para mm é como respirar é surreal.
Não me sinto tola em dizer isso, pelo contrario, me descobri na submissão e ela me fez mais forte, e me fez trilhar caminhos tortuosos, que me fizeram, morrer e renascer, construir e reconstruir, por amor, por devoção, por rendição. E cada vez mais, me sentia mais forte e tudo isso, me fez crescer em todos os sentidos da minha vida.
Contudo temos escolhas, podemos renascer das cinzas, renascer das lagrimas que caem sobre nosso rosto, renascer da dor que estraçalha nossa mente, nosso coração. Sim temos escolhas, se extinguir ou se transformar em uma versão ainda melhor de si mesmo.
Aceito minha perversão, aceito a puta que esta dentro de mim, a femea com sede de viver suas taras. Não sou boazinha, não sou a certinha, não sou "normal," não me culpo mais por isso. E se de alguma forma alguém pudesse ler meus pensamentos, entender meus desejos, saberia que, eu lambi e fui lambida, que bati e apanhei, que amarrei e fui amarrada, fudi e fui fudida na mente, na alma e em todos os buracos do meu corpo, e vivi todas essas sensações de prazer, e gozei com elas, chorei com elas e todas elas fizeram minha pele vibrar.
Mas como disse, ciclos se abrem, ciclos se fecham. O que em outrora era o mais importante, não é mais tão importante assim, e o elo que parecia ser inquebrantável se quebrou. Mas mesmo assim não foi o fim, não é o fim, porque o fim não existe, apenas transformação.
Foi neste momento, que finalmente entendi. Eu vi, e senti de verdade, que nada é o que parece ser, só basta olhar mais de perto. E o que parecia morto, reagi e se mostra de uma outra maneira. As emoções são outras, os sentimentos mudam, nós mudamos, nada será como antes e sabe de uma coisa? é assim mesmo que deveria ser. Não se pode excluir pessoas, sentimentos ou o que foi vivido, como um botão, mesmo que tivesse este botão, a minha escolha seria sentir tudo outra vez, mas não da mesma forma, seria muito melhor. Obrigada por me ler.

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