Quando cheguei perto dELE, logo percebi, Teu corpo ferver e dos Teus olhos saiam faíscas, meu coração palpitou intensamente. Podia sentir a sintonia no ar em N/nosso mundo. Posso fechar os olhos agora e ainda sentir todas as sensações daquele dia. Meus seios latejavam e Ele podia me livrar da dor, mas queria me assistir sofrer um pouco mais, me sufocava na escuridão, me embriagava com cheiro da fita misturada com som aflito dela que abraçar meu corpo quase por inteiro, me tornei prisioneira dos meus pecados mundanos, do Teu jeito insano.
Dentro da minha boca um pano babado, molhado com meu desespero. A amordaça, a venda, a fita, eram as únicas companheira que fustigavam meu corpo, enquanto Ele só observava minha aflição e gostava. E em um dado momento, o meu coração parecia que ia parar, levantei em desespero e então ele para parou e eu morri, e cada pedaço do meu corpo preso, se desintegrou, minha vida se tornou fragmentos de uma historia.
Foi ali que eu morri, debaixo do Teu olhar sádico e frio, eu senti a morte. As lagrimas não puderam ser contidas, porque morri, morri sufocada, sem ar, sem compaixão, caída no chão aos seus pés e quando morri, renasci, renasci para servir, e em uma centelha no espaço e no tempo, todas as dores, todos as sensações se tornaram únicas dentro de mim.
O cheiro da minha carne que se tornou Tua. os suores, os líquidos maliciosos e inebriantes. O vicio perene. Mau conseguia conter meu rio, ele corria por entre minhas pernas, e tudo pulsava em mim e eu morri, para renascer sua, e cada olhar, cada beijo, cada dor que sentia, eram Teus e as palavras ditas e não ditas, fazia com que eu quisesse mais e mais do pior de ti, do pior de tudo e o sofrimento que tomava conta de mim.
A dor e um prazer imensurável daquele instante vil, tudo era entrega e sensações. Morri e renasci e no meu pescoço Tua alma, minha alma, suspensas no ar de um instante que quero guardar em mim para eternidade... Morri e renasci ao teu aos Teus pés, para nunca mais esquecer todos os momentos que senti de dor e do prazer.
-----{primittiva}---- sempre rastejando.

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