Quando olho no espelho, vejo o meu reflexo.
Sabe o que enxergo, frente a frente com o Eu ? A minha verdadeira face de mulher.
Fito a minha imagem, percebo que não preciso me esconder de nada, nem de ninguém.
Sim! Aqueles olhos castanhos que falam comigo. Contam para mim que não vivo uma mentira ou sou um personagem. Mas, que tudo é real e palpável. Então continuo à observar o que poucos possuem o privilegio de vislumbrar.
Ah! Uma fêmea que não faz cena. Uma puta, uma vadia e uma cadela. Essa é a minha natureza.
Não finjo ao olhar no espelho ou minto para mim. Não procuro subterfúgio. Pois o que sou simplesmente gritará e implorará para exteriorizar os meus devaneios e os meus mais torridos desejos, minha alma despojada, minha alma primitiva.
Ali avisto uma mulher, uma fêmea, uma menina, e tantas outras. Então percebo mesmo que, saia da frente do espelho ainda serei tal mulher infame.
Posso ser aquela garota que se traja com o mais rigido pudor; aquela antitese de menina que transparece ser "certinha"; aquela mãe que brinca com seu filho; aquela mulher séria do seu trabalho.... Enfim posso ser tantas mulheres, mas, debaixo de cada faceta que apresento tenho o mais profundo instinto primitivo.
Meu (minha) caro (a), apenas um verdadeiro Homem ou Macho que (re)conhecerá a face da puta que sou e saberá incitar os meus mais profanos desejos e Esse Macho é ELE.
primittiva sempre de quatro rastejando.
Primittiva e Myllena.
Primittiva e Myllena.






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