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Reflexões!!!

Você esta preparada (o) para ser submissa (o) ? você é forte o bastante para se oferecer por inteiro? Esta preparada (o) para ...

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Feliz 2017.




Agora que o ano esta se despedindo e estamos tão perto do final. Tudo parece,  tão sem graça  e me sinto tão cansada.
Minha mente não consegue pensar e nesse momento nada flui. Meu corpo está paralisado.

Queria tanto e tantos desejos alucinantes navegavam dentro de mim e parecem ter naufragado no mar de decepções.

Estamos tão perto de nos despedir  de mais um ano. Sinto como se tivesse matado o tempo,  os sonhos não realizados, os desejos que deixei  para trás, os planos que ficaram  para depois e depois e depois poderá  ser tarde demais.

Mais um ano está ficando para trás e pras trás. Também deixo um pouco de mim. Deixo os textos escritos nas paredes desse blog, minhas emoções, minhas lembranças. Sensações únicas de dor, prazer, alegria e um sentimento de superação  e tambem de equívocos de palavras mal ditas.

Agora que o ano está indo embora. Penso que poderia ter feito melhor ou até escrito melhor ou falado coisas que queria ter dito, mas nao disse. Todas as promessas não cumpridas, todos os olhares que deixei de olhar, os abraços que não dei, o beijo vazio.

 Foi um ano difícil e também está difícil esse seu final. Nem sei... Nem sei. De alguma forma tenho que ter esperança. Que 2017 seja melhor, mas não sei....não sei.

Desejo a todos que estiveram por aqui em 2016 um Ano Novo com amor. Aquela amor mais primitivo. Aquele amor cheio de intesidade, aquele amor com sensibilidade, com firmeza, com verdade. Amor vibrante, conflitante. Aquele amor rastejante, emocionante. Aquele amor que até pode deixar o coração tranquilo, mas pulsando com vigor. Feliz 2017.



quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

EnTre A DoR e O PraZer.



Passei muito tempo com medo de ser o que realmente sou..Faltava alguma  coisa em mim,  que não sabia bem o que era. Tinha  receio de atravessar as barreiras da razão e por mais que tentasse ser  normal não conseguia. Faltava algo e existe um buraco profundo em minha  alma. Lembro da minha infância, era tímida, olhar introvertido, sentava na última cadeira da escola e torcia pra ninguém me notar. Sempre a última a sair da sala de aula quando tocava o sinal.
 Aquela menina, que parecia ser mais velha do que era, se sentia um peixe fora d’água.  nunca fui de muito amigos.
 Quando a adolescência chegou  aproximadamente meus 14,15 e 16 anos(não faz muito tempo ..rsrs) comecei a criar uma outra garota dentro de mim.
A tímida se tornava mais sexy, usava uma maquiagem  mais pesada e roupas mais coladas e parecia que eu vivia duas vidas. Na escola,em casa eu era a tímida, a recatada,  aquela que não conseguia demonstrar os sentimentos  Mas quando me arrumava a garota aparecia. Ela  Sentia  uma atração pelo misterioso. Adorava saborear  o gosto do beijo dos rapazes  e na maioria das vezes  abria  olhos para ver o rosto deles, tinha uma certa provocação em mim.. Depois que me casei, virei a boa moça, a boa mãe a esposa quase perfeita, a  mulher do lar.  Aquela garota tinha ficado pra trás esquecida dentro de mim. O tempo foi passando, e eu tentava  esconder cada vez mais a garota e isso me frustrava como mulher.  Mas temia  em atravessar o portal. Virei espectadora dos outros. Mera observadora de uma realidade que me  parecia ser Surreal..Lia livros picantes, assistia filme de mulheres sendo surradas e isso me excitava, muitas vezes chegando ao orgasmo ali, solitária e dentro de mim a garota, se mostrava momentaneamente.
Chegou a ponto que minha essência gritava e então resolvi  arriscar. Sai da zona de conforto. Com a facilidade da internet não foi difícil dar o primeiro passo. A porta se abriu e eu entrei.
Estava em um mundo de uma excentricidade erótica as  variadas emoções e sensações tomavam conta de mim. No começo existia uma excitação dentro de mim.  e tentava imensamente me descobrir,me desvendar e me despir dos pudores do mundo baunilha. Seria ingenuidade desejar traçar algum tipo de analogia das sensações que sentimos,  entre os dois universos. A dor se torna parte de um prazer, um vício e ansiamos por sentir. Mas até chegar a esse ponto….. trazia  em mim ainda o estereótipo da boa moça do mundo.baunilha.

foi quando uma pequena frase invadiu o meu mundo e fez minha alma  estremecer
“olá.garota”  Foi nesse momento que comecei a trazer aquela garota de volta e aos poucos ela vinha a tona..  observei  os sinais, olhei  a minha volta, não generalizei… abra minha  mente , sentia a  vibração da minha essência submissa. E tudo em mim era demais, sentia demais, era demasiada intensa, me entreguei demais, errei demais e a vida nada mais é que acontecimentos sucessivos de nossas escolhas , não escolha de ninguém, as nossas……
Não sei  como dizer quando e como me descobri submissa ou em que momento a submissão se tornou parte de mim, simplesmente aconteceu. a garota que eu escondia foi se mostrando,  aparecendo,por mais que eu lutasse.  Ela sempre esteve ali em mim. Então a garota se tornou fêmea, se revelou,  deixei que ela fluísse. Porque isso não é uma receita. Não existe receita para se tornar submissa. Você é ou não é. E eu acredito que não e ser tornar e sim aceitar a condição de  ser submissa. Posso dizer que o caminho é  arduamente prazeroso  e muitas vezes até solitário. Foi difícil aceitar o primeiro tapa, mas depois que ele aconteceu...ha!!! isso é outra história.

Quantas vezes disse não a mim mesma. Quantas vezes  estive a ponto de desistir de tudo. Quantas lágrimas rolaram em mim face. E na escuridão da noite eu pedia, implorava que  aquela dor  fosse embora, que desgrudasse de mim. Então eu mesmo provocava uma dor física para tentar amenizar ou esquecer a dor que vinha de dentro e sozinha em um canto qualquer flagelava meu corpo. A luta era  diária  para superar meus limites. E me sentia no limiar  da dor e do prazer.
Meu sinto  estranha e diferente, mas ainda sou humana, ainda tenho um coração apaixonado, ainda tenho sonhos não realizados, tenho vida a percorrer. Mas meu vício me devora. Então teve um momento que tive que começar a exteriorizar toda essa intensidade que.existia dentro de mim da masoquista, da  submissa, Comecei a escrever em um blog, tirar fotos como forma de me expressar. Fui percebendo aos poucos que eu tinha uma força, que eu era forte. Minha submissão poderia até ter  certa  fragilidade em alguns momentos, mas isso é natural. Contudo, nunca fugi de nada, mesmo quando o medo tomava conta de mim, eu fui, fiz e faria e das coisas que falei cumpri todas. Porque para mim,  hoje não sei onde começa a mulher e termina a submissa ou vice versa, as duas se fundiram em uma só.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Dominação psicológica.





Dentre as práticas no Universo BDSM que mais me fascinam, uma delas é a dominação psicológica e nesses dias andei pensando muito nela, na verdadeira entrega, tanto da submissa quanto, também do dominador. Não que outras Não sejam verdadeiras mas para mim está é muito especial, só acho.







Não há como fugir das correntes oculta principalmente dentro da D/s. A cada palavra, a cada olhar, a cada detalhe, os pequenos detalhes mesmo ou mesmo, o próprio silêncio, se tornam sinais reais da autoridade controladora, do Dominador. E mesmo que haja a distância, que se interrompa este poder. A presença do Dominador se solidifica a partir, simplesmente da lembrança do som de sua voz. E assim, o elo,se faz, praticamente indestrutível. A submissa se torna prisioneira sem algemas e sem grades.





Para mim a dominação psicológica é a mais erótica, existe uma mágica sedução, nessa prática dentro do BDSM. O Dominador seduz sua presa(submissa), indo além da beleza, da aparência ele procura algo maior, sua essência, onde ele vai montar pedra por pedra a personalidade dela, segundo sua vontade.




Com poder de persuasão usando as palavras com maestria. Em um processo gradativo de dominação e sedução, com muita habilidade e diariamente dando doses de sua dominação. A submissa tem que está disposta a receber totalmente, toda essa doce loucura e se entregar completamente, e digo isso não é fácil é para poucas, não que outras sejam menos submissas,simplesmente vai da essência de cada um. O que é bom para mim, o que me dá prazer, pode não dá prazer a outros e vise versa e por aí vai.




No Mundo BDSM,muitos Dominadores desejam ter esse poder que emana de cada um. Os que conseguem viver essa dominação, terão na minha opinião a submissa plenamente.


E quando a D/s termina e aquela voz ainda ecoa em sussurros na mente da submissa...... Ai é outra história.