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Você esta preparada (o) para ser submissa (o) ? você é forte o bastante para se oferecer por inteiro? Esta preparada (o) para ...

domingo, 24 de janeiro de 2016

EXÍLIO



Exilada em uma prisão sem grades na prisão vazia da minha rebeldia do meu não cuidado de N/nós, pelos pequenos detalhes que a ignorância me cegou na minha insensatez, na estupidez das desculpas vazias.




Aqui tudo parece assustador, sem graça, sem vida, como um fogo brando, tomada de angustia, aqui tudo corroí meu coração desgastando minha alma, me jogando em um possível lapso das lembranças perdidas, aqui só há lagrimas e memórias longínquas dessas que vem a minha mente, parecendo uma adaga cortante ao dizer que uma submissa deve sempre obedecer seu Dono, uma submissa, entrega sua vida nas mãos daquele que escolheu para servir, uma submissa tem o direito, ou melhor, tem o dever de fazer seu Senhor feliz e tudo gira em torno Dele, então deito a beira da solidão, na beira do abismo da minha inconsequência.




Onde estou à luz cessou, o muro ficou tão alto que não consigo atravessa-lo por mais que eu tente virá sempre uma tentativa tempestuosa, onde estou ouço apenas o eco da minha voz em palavras que se chocam na parede, onde estou semeio em minha terra mais espinhos do que flores e a cada gota de sangue que se esvai do meu corpo me deixa mais longe de Ti, preciso, necessito fugir da minha própria dor, mas ela incrivelmente me fortalece é um paradoxo da minha submissão.




Não quero manter meu olhar vazio, minha alma aflita, prefiro então o ostracismo, talvez minha voz fique a ecoar ao vento, nas cavernas termais dos pensamentos, talvez ela se cale em um horrível sintoma da inércia.




Estou no exílio das suas amarrações perfeitas, no exílio dos teus beijos selvagens, no exílio da tua prisão, das suas marcas, da tua insanidade aonde desejei tanto estar, por favor, não vá espere mais um pouco... a chave está em suas mãos.




Prefiro o exílio momentâneo, mesmo que seja perpetuo, do que a liberdade desprovida e sem sentido em um mundo no qual não pertenço, prefiro o cativeiro, prefiro os pecados mortais, prefiro o exílio das reflexões para o desvelo da minha submissão.





Espero que estendas mais uma vez sua mão, abrindo o portal do meu exílio e me colocando outra vez aos seus pés.
































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