Ela não sabe mais o que é amar, existe um vazio em si. Talvez seja tarde para falar isso, ela até entende. É que só agora ela percebeu. O tempo passou e o caminho foi ficando mais solitário e frio.
Desculpe-a por insistir.
Ela não sabe mais o que é sentir as mãos pesada, as sensações loucas e indescritíveis.
Ela não sabe mais escutar a cadencia perfeita que vem do coração, não consegue perceber as notas, a precisão de cada batida, como um maestro que conduz os sons inimagináveis.
Ela não consegue busca mais a excelência, de cruzar todos os caminhos de transpassar os limites. A gana dos desejos reais, do prazer, da dor, das feições, da imaginação e fantasias.
Ela não lembra mais tais simbioses. O tímido, medroso do inicio, o êxtase, a urgência dos desejos, o imediatismo, o insensato, o bater do coração, a logica de tudo, a sensibilidade, o gozo, a vontade de prosseguir, de construir de desconstruir sem medidas.
Ela não sabe mais como é o sentir, a voz, o gemido, as amarras físicas, o afago, o grito abafado, a marca deixada no corpo e na alma, os delírios a luxuria.
Ela apenas não sabe mais.


