Vivo na fronteira das minhas contradições.
O tempo passa, então descobertas emergem dentro de mim.
O mistério do meu ser se torna contraditório...
Minha alma perdida e cativa, chora e sorri, espalha e junta, odeia e ama, fica e vai embora, esconde-se em outros lugares e volta...
Vivo nas fronteiras das minhas contradições que contemplam sentimentos confusos e ressentimentos curtos.
Lanço-me de encontro as indefinições.
Não caminho no trilho das regras, o que sinto é no mínimo intrigante, um paradoxo desconcertante.
Respirando lentamente ou ofegante. Assim conto 1,2,3...
Seja correndo ou andando, fugindo ou ficando, retrocedendo ou seguindo, vivencio minha dualidade, o Domínio e a submissão.
Sinto prazer na dor e dor no prazer. O peso ou a leveza. Poder ou fragilidade. Pudor ou depravação. Meus medos e minha coragem estão ligadas a isso.
Já eu estou ligada às minhas contradições.
Viver, morrer e renascer. Sou um quebra-cabeças de mim mesma.
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