Se me fosse dado o direito de recomeçar, de retornar a minhas origens, de sentir meus primeiros passos, ouvir as primeiras palavras a balbuciar coisas sem nexo, se me fosse dado, a chance de reviver os tempos de escola, contas, livros, histórias e memórias de uma adolescente na flor da descoberta, de sentir meus lábios tocar pela primeira vez os lábios de alguém, as línguas meio sem saber para onde ir, o rosto ruborizado, escutar frases de amor, correr na chuva, pular a janela para olhar o céu estrelado para encontrar o namorado.
Haaa! Se pudesse voltar atrás e reencontrar os amigos que se perderam no tempo e destino. Quantas loucuras fizemos. Se pudesse me ver menina, com sonhos latentes, com o brilho no olhar, com fogo a queimar.
Se me fosse dado o direito de mudar, de escolher outros caminhos à trilhar, mesmo assim, viveria minha submissão, porque ela trouxe a mim, uma liberdade antes desconhecida.
Se me fosse dado o direito de mudar, de escolher outros caminhos à trilhar, mesmo assim, viveria minha submissão, porque ela trouxe a mim, uma liberdade antes desconhecida.
Nada pode ser mais inquietante, do que não entender seus desejos mais íntimos, de querer se entregar algo que não sabe o que é, de querer sentir a pele queimar sem saber o porquê, de dormir sonhando com algo que está fora da razão, de se tocar tentando uma busca desesperada por um prazer inexistente. Se me fosse dado o direito de retornar, lá no início de tudo, voltaria para os mesmos lugares, encontraria as mesmas pessoas e viveria as mesmas experiências, pois elas me fizeram ser quem sou.
Por quantas vezes a mim, fosse dado o direito de voltar, seria submissa, porque para mim, a submissão é um reencontro do meu eu, da minha essência, do papel de mulher que exerço, em minha dócil entrega fervilhante. Se mil vidas tivesse e pudesse escolher, seria para sempre submissa.
Por quantas vezes a mim, fosse dado o direito de voltar, seria submissa, porque para mim, a submissão é um reencontro do meu eu, da minha essência, do papel de mulher que exerço, em minha dócil entrega fervilhante. Se mil vidas tivesse e pudesse escolher, seria para sempre submissa.



