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Você esta preparada (o) para ser submissa (o) ? você é forte o bastante para se oferecer por inteiro? Esta preparada (o) para ...

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Dois lugares - um só sentido apenas



Depois de um tempo, esta submissa descobriu que existe várias formas de se relacionar de modo afetivo com alguém. Pensa que seu olhar estava enxergando apenas o que era habitual, rotulado de normal. Sempre sentiu que mesmo não entendesse no tempo verde da descoberta da submissão, que queria algo que a levasse para outro lugar.
Lugar que pudesse dar vazão as fantasias e sobretudo sua essência submissa, os desejos mais escondidos dentro dela. Ser a puta, a vadia, ajoelhar aos pés de um homem, ela se sentir frágil, mas não menos quebrável, ela sentir as mãos dELE pesadas sobre o corpo desta cadela. Mas até que ponto isso fere, a vida familiar dela?
Como esta vadia pode navegar em marés opostas ao mesmo tempo?
Como esta vil permite ser usada, abusada, desconstruindo a imagem de boa moça, mãe, filha, amiga?
Como zelar por tudo isso é ainda viver os sórdidos prazeres da carne na carne trêmula (trêmula, trêmula carne)? Até que ponto um mundo entra no outro? E onde está a verdadeira essência da submissão?
Esta submissa pensa que tudo se mistura quando, por exemplo, ela vai trabalhar sem calcinha por um ordem do Senhor dela.
Entra, quando se expõe sem pudores.
Entra quando ela conversa com uma amiga e o senhor dela liga para dar uma ordem ou simplesmente para falar alguma coisa que a deixa desconcertada.


Entra quando há confiança, quando há cumplicidade.
O mundo BDSM é totalmente sensual e intenso. E busca-se essa sensualidade, existindo muitas vezes, um desejo incontrolável de servir, servir lascivamente, fazendo as vontades de luxúria e de prazer dELE.
ela sabe que tem momentos que ao retorno da boa moça no mundo baú com uma declaração de responsabilidade da personagem que encara a vida todos os  dias e que por dentro é, o que realmente é, moldada por ELE, estando sempre no limiar entre os dois mundos.
P.S.
está escrava escreve estas palavras, com sua coleira social no pescoço, tocando a todo momento, não se importando com julgamentos e olhares, e que a cada toque entende e sente o que realmente é, seja em qualquer momento e lugar.

primittiva (15/01/18)