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domingo, 29 de outubro de 2017

O SILÊNCIO DAS PÉROLAS



Em um silêncio afogo-me no veneno, no infinito dos pensamentos, em meio aos barulhos e em meio ao caos...
 Há tanto a se dizer... tanto a ouvir...  Ouvir a mim mesma, em meio a tantas palavras que soam como um gatilho e quase me fazem explodir! O silencio é  o único que pode me salvar, me afastar as agruras.

Que o silêncio me cubra em suas asas escuras, nas madrugadas frias onde as crianças dormem... Que me leve para voar, acalmando meu coração.




Não! Hoje não quero falar, não quero escutar, só quero me perder sem ser achado, me esconder em minha própria inquietude. Não, não quero saber, não quero entender, não quero perguntar, porque não quero repostas.  Quero que a dor venha, e que doa o tanto que desejar doer.

Preciso me fazer silêncio, chorar baixinho, respirar devagar... Que a noite venha, que o sol nasça um milhão de vezes, levando a cada dia um pedacinho de mim, levando tambem a dor, arrastando toda angústia, varrendo para debaixo do tapete toda sujeira que existe no corpo, na imensidão da minha alma.

Que venha o silêncio, que grita por dentro, arranhando as paredes sujas na minha mente...

Por vezes é preciso silenciar e contar até mil, escutar as lamúrias, extrair as dores. É preciso me virar do avesso, fechar as janelas e escurecer o quarto, desaparecer do universo, nem que seja por um minuto.

Quero cair ao chão, procurar nos cantos, nas frestas, os cacos de vidro, o resto de pão, a poeira vencida, os pedaços de papel rasgados das linhas  escritas que  não fazem mais sentido!

O silencio é enlouquecedor! Enlouquecedor como a morte! Frio, mórbido, duro. O silêncio é  a morte das palavras, por quê tem horas que não tem mais  o que dizer e  que fico muda diante da minha loucuras, concentrada nas paredes encardidas, nas falações inúteis, nas reclamações sem sentido...

Espero que o silêncio seja salvador e me faça renascer, me trazendo paz, me trazendo o sorriso, e me faça sentir outra vez à vontade de  SEGUIR.

domingo, 22 de outubro de 2017

Nossas Tardes.



Duas garotas, dois mundos e  desejo, muitos desejos. 

Tudo começou na pele, no primeiro toque, só bastou isso, para o fogo acender em nós, os lábios se acharam, as línguas se laçaram, tinha suor, tinha  movimentos.

Nossas tardes nunca mais serão as mesmas, não depois naquilo.

Sinta garota... sinta meu gosto de fêmea,  sinta os sabores nunca sentido, as sensações que jamais podíamos pensar existir. 

A carne quente, os seus dedos dentro de mim, os meus dentro de ti, nossos líquidos a se misturar. Sinta garota, veja,  que nós fomos longe,  quebramos tabus, seguimos nossos instintos selvagens, os mais primitivos....deixamos nossos medos, por um instante, deixamos nossas tristezas e a escuridão se tornou luz, fogo...olha para mim...olha para mim.... 



Os dorsos se tocando, bocetas molhadas, estávamos misturadas, só existia o som dos nossos gemidos e do bater dos nossos corpos e a garota se transforma, entre tapas, puxões, mordidas o cinto se tornava uma ferramenta de tortura e prazer, senti suas mãos a me acariciar.... 




Duas garotas, duas fêmeas, tesão, vibração, profanamos nossos corpos santos, parece ser um pedido insano, um grito, coisas que S/só N/nós entendemos.

Beije me garota, não me deixe só agora. Não há como respirar com suas mãos em minha garganta, não há como respirar se seu corpo esta em mim, não pra respirar sem você garota, sem N/Nós. Quero  abrigar minha língua em  sua alcova, o aroma de nós me embriaga. Nossas tardes nunca mais serão as mesmas depois daquilo tudo.